Líderes plenos
Começamos um novo ano. Penso que é um bom momento para que as lideranças das empresas revejam seus comportamentos e atitudes. Afinal de contas, nem só de bagagem técnica vive um bom gerente ou um coordenador de área. O bom líder é aquele que ajuda a desenvolver seus liderados.Comandar uma equipe é dar exemplo.Portanto atitudes éticas, inteligência e emoções equilibradas são características fundamentais para que o líder seja pleno em seu potencial.
O momento em que vivemos no mundo dos negócios é de novos desafios e de novas incertezas.Uma realidade avassaladora e complexa está impondo novos comportamentos. É como um jogo novo, onde muitas das nossas habilidades e comportamentos tradicionais - tidos como os mais confiáveis - podem ser os nossos maiores obstáculos.
A época do gerente mau humorado e “gritão” já passou. Os funcionários querem ser liderados por gente que saiba sorrir e dizer bom dia. Assumir um cargo de liderança em uma empresa é se despir da arrogância. Alias, a pior coisa do mundo é um profissional que pensa que sabe tudo. A vida é um grande aprendizado, ampliar conhecimentos é uma obrigação de todos os funcionários que estão dispostos a competir no mercado com desenvoltura. E aprendizado é sinônimo de humildade.
Segundo Roberto Crema, terapeuta e fundador da Universidade Holística Internacional , nós necessitamos de um novo paradigma de liderança. Aquele que promova a transformação individual e social, inteiramente comprometido com valores e princípios morais fundamentados na livre pesquisa da verdade, inspirado pelo sentimento de transcendência e guiado em suas capacidades para servir a coletividade.
“Este novo paradigma pressupõe a existência de um líder que sirva mais à coletividade, em contraponto àquele que mais a domina. O verdadeiro líder não está em busca de qualquer benefício pessoal ou de combustível para alimentar vaidades individuais”, ressalta Crema em seu livro “Liderança em Tempos de Transformação”.